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“CES é o ponto de encontro das tecnologias de consumo”

André Felix, diretor de criação executivo da JWT Lisboa e jurado do CES Innovation Awards, ressalta que a feira serve como referência importante para publicitários e criativos

Luiz Gustavo Pacete
4 de janeiro de 2019 - 12h05

André Felix, diretor de criação executivo da JWT Lisboa (crédito: divulgação)

O processo criativo passa por compreensão técnica e conceitual, além da junção de uma série de repertórios. Para publicitários ligados direta ou indiretamente a indústria do consumo, antecipar-se ao que será lançado no mercado é um exercício vital no processo criativo. André Felix, diretor de criação executivo da JWT Lisboa e um dos jurados do CES Innovation Awards, premiação que indica as principais tendências de consumo até 2023, ressalta que só será possível criar comunicação relevante atento ao que ainda nem foi lançado.

Pela primeira vez, Felix será jurado de um prêmio não relacionado ao mercado publicitário. Dentre 28 categorias, a do publicitário brasileiro é a Tech For A Better World. “Nos últimos 4 anos eu tive o privilégio de julgar 21 festivais de criatividade ao redor do mundo (USA, Inglaterra, França, Itália, Portugal, Coréia do Sul, Brasil e Argentina), mas pela primeira vez vou julgar um festival que não está ligado a indústria da propaganda e isso é incrível porque estarei avaliando os produtos que vão ser lançados daqui 5 anos, ou seja, eu vou ver o futuro”, afirma.

O Julgamento online já foi feito e terminou no dia 2 de outubro. Durante a CES, ocorre a premiação e a revelação dos produtos que devem ser lançados até 2023. “O CES Innovation Awards é o local de encontro do mundo para todos os que prosperam no negócio de tecnologias de consumo. Ela serve como campo de testes para inovadores e tecnologias inovadoras”, diz Feliz. O publicitário foi convidado para compor o júri após ter ganhado visibilidade no projeto Bol Cart, que ganhou diversos prêmios. “A minha ligação com a CES acontece desde 2015, mas por ser Mentor da ArtCenter College em Pasadena na California no curso de design e tecnologia certamente me credenciou para essa nomeação como jurado da CES”, conta.

Nissan LEAF foi o vencedor da categoria Tech For a Better world (crédito: divulgação)

Entre os produtos julgados por Felix e que o chamaram atenção estão o Lab-on-a-chip (LOC), dispositivo do tamanho de um celular que permite que médicos, enfermeiras ou mesmo aos próprios pacientes, possa extrair uma amostra de líquido corporal (como urina, saliva ou uma simples gota de sangue) e realizar dezenas, se não centenas, de diagnósticos em questão de minutos. O Lab-on-a-chip elimina a necessidade de equipamentos caros e pessoal altamente treinado recursos que não estão disponíveis em muitas áreas onde a epidemia de HIV é mais grave.

Além disso, Feliz identificou a produção de energia elétrica a partir de algas geneticamente modificadas, 30 vezes mais eficientes do que os biocombustíveis convencionais. Automóveis inteligentes, que não precisam de motorista e vai revolucionar o sistema de transporte público em pouco tempo e a quantidade de produtos e serviços integrados com Biohacking e Neurohacking. “Na última edição da CES na categoria que vou julgar, o grande vencedor foi o Nissan LEAF. Esse evento é importante para os publicitários porque de lá vão sair tudo que nós vamos propagar e eu também acredito que podemos contribuir com os clientes para o lançamento de novos produtos e serviços, por isso é sempre bom está a frente do nosso tempo”, afirma.

A categoria Tech For A Better World tem a missão de avaliar produtos que compartilham um objetivo ou uma capacidade comum de impactar o mundo de maneira positiva. Os produtos podem ser de qualquer tipo desde que tenha impacto social e global positivo. Cada categoria de produto tem uma equipe julgadora de três membros composta por um designer, um engenheiro e um membro da imprensa especializada.

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