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Colaboração: a base para o avanço da mobilidade

É apenas o começo, mas para dar os primeiros passos as empresas precisarão estar abertas a mudanças e a novas alianças


7 de janeiro de 2020 - 16h39

(Crédito: Kaleidico/unsplash)

A mobilidade se tornou de fato um dos grandes temas da CES 2020, sendo amplamente debatido (e cobiçado) na feira deste ano. Mais do que apenas inovações tecnológicas, o tema central da discussão se baseia em como as empresas do ecossistema poderão avançar e prosperar nesse ambiente ainda incerto.

Estamos vendo aqui que não existe uma única resposta correta, mas sim várias tentativas de entender a real necessidade do consumidor, assistindo às suas necessidades. Ao fazer esse exercício, temos uma tendência clara: as empresas que terão sucesso são aquelas que formarão alianças e parcerias sólidas e estratégicas, através de colaboração.

Mas o que é colaboração? Um primeiro caminho pode ser olhar para parceiros estratégicos que complementem os modelos de negócios da sua empresa. A colaboração pode acontecer de diversas formas: através de tecnologia, de escala de produção ou até mesmo da facilidade e maleabilidade de dados. Indo além, as empresas precisarão buscar parcerias improváveis, além do óbvio, para se destacarem no business de transporte de bens e pessoas.

Temos visto diversos exemplos disso durante a CES, como a parceria entre a Delta Airlines com a Misapplied Sciences, que se aprofunda na tecnologia chamada de “parallel reality”. A iniciativa permite uma experiência única e customizada para o passageiro, possibilitando que cada pessoa veja apenas as informações sobre seu próprio voo nas telas dos aeroportos, o que já será realidade no aeroporto de Detroit em 2020. Durante o evento, o CEO da Delta e o fundador do app de ride-hailing Lyft destacaram ainda uma parceria entre as duas empresas nos EUA com o objetivo de facilitar a mobilidade das pessoas nas viagens e ampliar a oferta e acúmulo de milhas para clientes de ambas as empresas.

Uma parceria inusitada, porém extremamente interessante, entre a Mercedes-Benz e o filme Avatar também foi anunciada essa semana na CES, pelo chairman da montadora, Ola Källenius, juntamente com o diretor do filme, o premiado James Cameron. A junção tem como objetivo o desenvolvimento de um protótipo de carro eco-friendly e tecnológico, o Mercedes AVTR, amplamente influenciado pelo mundo fictício e visionário dos Na’Vi do filme. O projeto tem como fundamento a visão da montadora em reduzir a sua pegada de carbono. Uma excelente forma de se posicionar de forma inovadora e tecnológica.

Aprofundando em mobilidade urbana e correlacionando com o tema das parcerias, temos diversos caminhos para explorar. Dentre eles, um que se destaca é entre os players de mobilidade com empresas de meio de pagamento. Imagine você se transportar por múltiplos modais para ir do ponto A para o ponto B, com um único pagamento (feito provavelmente pelo celular), tendo uma experiência sem falhas e fluida. É isso que o consumidor espera e isso só será possível através de colaboração entre os diversos players da indústria.

É apenas o começo, mas para dar os primeiros passos as empresas precisarão estar abertas a mudanças e a novas alianças (mesmo as mais improváveis), além de não se perderem única e exclusivamente na corrida tecnológica, e sim focar no problema principal da mobilidade, que é levar pessoas e bens do ponto A para o ponto B, com segurança, economia de tempo e facilidade.

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